sexta-feira

Tagarelice espontânea - Extensão e movimento




A burlesca cena de um diálogo inconcluso sempre era de promover gargalhadas .
Eram duas figuras que quando juntas sacudiam o mundo de idéias , planos dos mais impossíveis e estratégias amalucadas .
Talvez , aos olhos de quem observava era a insanidade
Ou não.
O que explodia mesmo no ar eram projetos de conquistas , etapas de realização e estimulo a sonhos novos , daqueles que só os que sabem gargalhar conseguem compreender .
Palavras , frases, textos de autoria inédita que surgia após o adocicado gosto da uva.
Tanto faz ou fazia , era mesmo a alegria de se pensar como quem pensa num mundo de hipóteses e que faz desse mundo um carrousel .
Era musicado e com a plenitude de uma noite de lua ,
Noite em que se conseguiu andar de sandália rasteira ,
De bata mais leve , sem medo de poças ...
Movimentos enfeitiçados pela necessidade da luz artificial que eterniza momentos ,
Segredos confinados em garrafa com rolha tingida
Confissões tempestuosas , mas que levavam ao sentido de estar aqui totalmente ,
De corpo e alma , de lua e flor
Era um dia de tagarelice espontânea ,
Onde se podia ser aquilo que se é !
Se falava mais e tanto que os ruídos chegavam ao firmamento 
Retornavam com ecos de um espírito infantil e doce .
Era a tagarelice que antecipava o silêncio de se expor o que se estudou,
Mas que na verdade era a menor das preocupações  ,
Apesar da bagunça tagarela ,
As duas figuras em cena sabiam que saber mesmo é mais que compreender autoria e citações
O saber mesmo está nessa intensidade que faz de momentos assim a tese e antítese de se sentir capaz de tudo e mais um pouco.
Mesmo porque o tudo pra elas ainda era pouco .
O tamanho do que se desejava não cabia na quantidade de palavras .
Pararam então de escrever , foram dançar ,
Só o movimento permitia a extensão .

Por Val Amores ~*

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